Lily Collins foi recentemente entrevistada e, falou sobre as gravações, o pessoal do elenco, o roteiro do filme e do porque ela gosta da Clary e o que a faz diferente das outras heroínas.
ESTÁ MATÉRIA CONTÉM SPOILERS SOBRE O FILME INSTRUMENTOS MORTAIS.
Ter a tua cabeça batida repetidamente contra uma mesa por Jonathan Rhys Meyers é tudo num dia de trabalho. Pelo menos, se você for Lily Collins e estiver interpretando Clary Fray, a protagonista no esperado filme “Cidade dos Ossos”, adaptação da saga “Os Instrumentos Mortais” de Cassandra Clare.
Clary não é uma garota comum (uma adolescente de Nova York cujo o mundo vira de cabeça para baixo quando ela aprende sobre a conexão dela com um grupo de caçadores de demônios chamado de Caçadores de Sombras) e Collins não é uma estrela de Hollywood ordinária.
“Eu tive tantas experiencias intensas nesse set, emocional e fisicamente… Eu fiz acrobacias de salto alto o tempo todo, ás vezes com um vestido curto. Eu tenho tantos hematomas trabalhei até ás 4 da manhã, então tem sido bem intenso, mas é realmente divertido,” Collins disse.
Neste dia em particular (que marcava o 40º dia de gravação de TMI) Collins estava filmando uma cena com Jonathan Rhys Meyers, que interpreta um antigo caçador de sombra, Valentim Morgenstern, que tem uma importante chave para o passado de Clary, em que ele tenta pegar uma importante informação de Clary, bem, bate com a cabeça dela numa mesa. E enquanto Collins tinha uma dublê para fazer o verdadeiro ato de violência, isso não significa que a atriz de 23 anos não fez essa particular cena de luta.
“Na última tomada, eu realmente bati minha cabeça na mesa,” ela revela. “Isso ajuda, eu preciso dizer, com um monte de coisas de dublê… algo dá errado, e a maior parte das minhas reações tem sido eu dizendo, ‘Ow!’ e gritar.” Talvez a maior razão pela qual Collins – que na carreira tem O Padre, Um Sonho Possível, Sem Saída, e Espelho, Espelho Meu – estava disposta a se machucar um pouco no trabalho, é porque, como ela diz, “Eu já era uma fã da série antes de ser escalada. Já tinha lido os livros e estava realmente familiarizada com Clary, e meio que admiro ela como personagem.”
Fãs de Collins sobre o projeto foram apenas acompanhando o alivio dela sobre a versão cinematográfica de Os Instrumentos Mortais – que estava para ser feita por dois anos, como as funções da Screen Gems passaram para a Sony e desde então teve mudanças de escritores – saiu do papel. “Eu acho que tudo acontece por uma razão porque a equipe que temos é incrível. Todo mundo trouxe algo novo. Harald [Zwart] é o ultimo diretor para esse projeto porque não é realmente o gênero dele. E um projeto é feito muito CGI, e fazer uma história sobre pessoas reais num mundo de fantasia.”
Claro, provavelmente Collins estava animada para uma adaptação cinematográfica de Instrumentos Mortais (a atriz disse que ela “ficou emocionada” quando viu a replica do filme para o Instituto, o maior centro da história, e que foi “literalmente como eu imaginei em minha mente… como uma fã, eu acho que o mundo foi feito muito, muito bem”) ganharam a aprovação de Clare, que estava no set para as filmagens e trabalhou como uma consultora. “É realmente ótimo te-la aqui, ver as reações dela e gostando de alguma mudanças que firam feitas para o filme. Ouvir ela rir e o entusiasmo dela no set é incrível.”
Ainda, Collins (que o produtor Don Carbody disse ser “o mais natural que eu vi” e que “ela observa e ela vive o personagem do seu próprio jeito”), creditou o esforço de todo o grupo – que tem Jared Harris, Lena Headey, Kevin Zegers, Jemima West e Robert Sheehan, entre outros – por fazer isso tudo juntos todo o tempo. Até os que bateram a cabeça dela contra a mesa. “Com esse filme, todo o elenco tem uma afinidade incrível. O que torna isso realmente mais incrível porque todos estamos fazendo isso juntos. Até alguém como Jonathan, que é tão incrível e tão intenso e tão maduro, ele ainda gosta de se divertir também. E isso faz essa experiencia de grupo ser como uma família.”
Uma pessoa que Collins certamente gostou de ter no set de TMI é o namorado da vida real, Jamie Campbell Bower, que interpreta o interesse romântico no cinema, um misterioso Caçador de Sombras chamado Jace. Collins disse que conheceu Bower durante as audições para o filme em 2010. “Eu li com alguns rapazes diferentes. Jamie apenas apareceu e foi ele mesmo. Ele teve toda essa mistura perfeita de ser gracioso, meio brincalhão, arrogante no melhor sentido da palavra, mas também extremamente vulnerável, emocional. E é assim que Jace é. Ele apenas entra numa sala e faz as pessoas virarem a cabeça para olharem ele e isso é o que Jamie faz.”
Lógico, isso pode soar um tanto familiar: um casal fora das telas interpretar um casal sobrenatural nas telonas, mas Collins insiste que TMI não é Crepúsculo. Especialmente quando tem comparações de Clary Fray com Bella Swan. “Ela é jogada a uma reviravolta nova a cada cinco minutos e é uma constante batalha contra ela mesma sobre, ‘Como eu me transformei nisso?’ Collins disse sobre a personagem dela. “Ela está lidando com criaturas que ela nunca nem acreditou ou pensou que existiam. Ela tem todo esse super poder novo…ela é uma adolescente que está amadurecendo, tentando se descobrir. Já é muito para se preocupar. E agora ela descobre que é uma Caçadora de Sombras. Então eu acho que o que faz ela diferente é justamente o fato dela estar constantemente a procura por informações novas sobre ela mesma.”
Collins também notou que ao longo do roteiro reescrito (“Uma coisa que eu não esperava nesse projeto é quão colaborador isso é com os atores e Harald,” ela admitiu, “Nós meio que podemos reescrever nossas próprias cenas quando chegamos lá e vemos como as coisas fluem no momento…e então também temos Cassandra aqui para ajudar a arrumar as coisas que precisam estar bem adaptadas.”) o personagem de Clary ficou mais feroz e independente.
“Clary tornou-se mais ativa desde o inicio, desde o primeiro roteiro. Ela é jogada sobre esse monte de informações. Eu realmente senti que ela ficou mais forte.” Mas não é só a natureza de temperamento forte de Clary que Collins acha que deixa ela diferente das heroínas YA: “Ela não depende de nenhum rapaz, mas os rapazes no final acabam a ajudando a se descobrir mais.”
“Não é um filme sobre um triangulo amoroso,” a estrela insiste, relembrando a relação entre Clary, Jace e o amigo platônico Simon (Sheehan), “O romance é só uma porção de toda essa aventura épica. É um filme maduro de ação/aventura com fantasia que é baseado na realidade que tem esse romance nele.”